Books That Vice: Ahmnat – Os Amores da Morte, de Julien De Lucca

O que pode acontecer quando Morte e Destino brincam com o amor?

Série: Ahmnat
Volume: Um
Autor: Julien De Lucca
Editora: Gutenberg
Ano: 2011
Nº de Páginas: 368
ISBN: 9788580620085
Onde Comprar: Livraria Saraiva/Livraria Cultura/Submarino

Sinopse: Ahmnat é uma garota egípcia que, depois de uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume – de forma extraordinária – a função de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida.
Mas ela não está sozinha. Logo conhecerá Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que se surpreende ao vê-la no lugar de poderosa entidade. Destino propõe, então, um sádico jogo a Ahmnat: criará dez vidas mortais, humanos bem especiais, e tentará fazê-la se apaixonar por eles. Se Ahmnat se apaixonar por qualquer um deles, ela volta para a Terra como mortal novamente, dando a oportunidade de Destino reescrever sua vida. Caso contrário, será Destino quem se tornará mortal, permitindo que ela venha buscá-lo pessoalmente.
Morte e Destino jogarão através dos tempos e da própria História da humanidade. Será que essa jovem e inexperiente Morte está preparada para fugir do amor e escapar das armadilhas de Destino?

Ahmnat: Os Amores da Morte conta a história de Ahmnat, uma garota egípcia recém-saída da adolescência. Ela vivia em um mundo perfeito de adoração à sua mãe, quando em uma noite sombria, ela é atacada por seu meio-irmão e seus dois amigos. Mas ela é estranhamente salva por uma criatura misteriosa, a quem ela passa a chamar de Maldito. Após uma troca de favores entre os dois, Ahmnat passa a abrigar um filho puro em seu ventre que será tomado por Maldito e, como recompensa, ela ganha um desejo realizado por ele. E, após uma vida cheia de humilhações, ela usa seu desejo para algo absurdo e inusitado: ela deseja ser a Morte.

Logo, Ahmnat passa a exercer a sua função como morte, uma entidade extremamente poderosa e começa a conhecer os mistérios do universo além-da-vida e dos seres que o habitam. Então, Ahmnat conhece Destino, que é responsável por escrever a vida dos mortais. Ele faz uma proposta a Ahmnat, uma espécie de jogo, para testar o seu poder: Destino criará dez vidas mortais, humanos com histórias memoráveis e com papéis importantes na sociedade em que vivem, para tentar fazê-la se apaixonar por eles. Se ela se apaixonar por algum deles, ela voltará a terra como mortal e permitirá que Destino reescreva sua vida. Caso contrário, Destino é quem irá se tornar mortal, permitindo que Ahmnat venha o buscar pessoalmente, na hora de sua morte. Quem irá vencer este jogo doentio e sádico?

Algumas pessoas acham que quando dizemos que algo foi muito difícil de fazer, estamos só floreando o ato, como se não tivesse sido difícil, de fato. Mas, quando digo que uma resenha é difícil de ser escrita, falo completamente sério. E esse foi o caso de Ahmnat: Os amores da morte. Eu li esse livro na metade de Janeiro, e passei todo esse tempo para escrever a resenha, pois não conseguia descrever direito o quanto gostei deste livro. É até um pouco engraçado como eu o li. Quando fiquei sabendo do lançamento, fiquei interessado, mas não tive aquela obsessão para o ler mais rápido, tanto que foi uma surpresa para mim receber o livro para resenhar. Então, em uma madrugada de Janeiro, apesar do sono, peguei o livro para folhear, dar uma olhada no primeiro capítulo. Resultado: li o livro todo naquela madrugada.

A primeira coisa que me impressionou logo de cara foi a história, o seu desenvolvimento, e não o enredo em si, que é muito bom, por sinal. O ponto é que todo o decorrer da história é cheio de reviravoltas e histórias paralelas, o que para um autor comum poderia ser um desafio e tanto. Logo quando li a sinopse, já pensei que o autor iria se atrapalhar, pois ela já mostra que tem muita história. Surpreendentemente, De Lucca conseguiu desenvolver completamente o seu enredo, sem deixar buraco algum, e olha que tem muito mais história do que é dito na sinopse, já que é realmente o início do livro. Ainda estou um pouco abismado com o tanto de história que ele tem. São tantas voltas no tempo, tantos personagens, tantas histórias secundárias… mal consigo me conter ao falar desse livro!

Os personagens são brilhantemente caracterizados. Até mesmo os que aparecem rapidamente durante a história tornam-se marcantes, nos mais simples gestos. Não tem como falar de todos, até porque o livro é repleto de personagens, mas posso dizer que Ahmnat é uma protagonista excepcional. Diferente de todas que eu já vi, ela assume várias facetas durante história. Ao mesmo tempo em que ela está triste, ela está com raiva. Ao mesmo tempo em que ela é inocente, ela é sedutora. Ela é uma junção de opostos, que, estranhamente, deu muito certo. Ela é uma espécie de antagonista, de certa maneira. Além de que o leitor nunca sabe o que ela vai fazer a seguir, justamente por ser uma personagem tão imprevisível. Outro personagem que merece bastante destaque é o Destino. A representação que o autor fez dele no livro foi tão boa, além de inusitada, que me fez adorar o personagem. Ele de certa forma é cruel, mas sempre sabe o que faz. Não vou falar mais sobre ele, pois quero que vocês se surpreendam assim como eu me surpreendi.

Com uma desenvoltura inusitada para um autor estreante, De Lucca estreia no cenário literário com Ahmnat: Os amores da morte, um romance que tem tudo para ser um best-seller. Com aventura, romance, intriga, guerras e um grande mistério, Os amores da morte conseguiu se tornar um dos meus livros favoritos e me fazer ansiar pela sua sequência, Ahmnat: A mãe de todos os pecados. Se você está cansado do gênero Sobrenatural, dê uma chance a este livro. Tenho certeza que você irá adorá-lo! Corre pra ler o mais rápido possível, pois tenho certeza que você não vai se arrepender.

Rating:

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ESPERE! AINDA NÃO ACABOU! Os quatro primeiros que comentarem nessa resenha, um comentário consistente e pertinente a resenha, vão ganhar um mini-kit com Um Marcador e Livreto de Ahmnat: Os amores da morte e de O Coletor de Almas.

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Books That Vice + Sorteio: Estilhaça-me, de Tahereh Mafi

Postado por Mateus Bandeira
Comentários: 19 Comentários
Postado em: 30 de abril de 2012

E se você fosse negado a sensação mais humana de todas?

Título Original: Shatter Me
Série: Estilhaça-me
Volume: Um
Autor: Tahereh Mafi
Tradutor: Robson Falchetti Peixoto
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012
Nº de Páginas: 304
ISBN: 9788563219909
Onde comprar: Livraria Saraiva/Livraria Submarino/Book Depository (Em Inglês)

Sinopse: “Estou aprisionada há 264 dias. Não tenho nada senão um caderno e uma caneta quebrada e os números na cabeça para me fazer companhia. Uma janela. Quatro paredes. Espaço de 1,48 m2. Vinte e seis letras de um alfabeto do qual não fiz uso em 264 dias de isolamento. Seis mil, trezentas e trinta e seis horas desde que toquei outro ser humano.” Ninguém sabe por que o toque de Juliette é letal, mas o Restabelecimento tem planos para ela. Planos para usá-la como arma. Mas Juliette tem seus planos. Após uma vida inteira sem liberdade, ela descobriu uma força para lutar contra todos pela primeira vez — e para obter um futuro com o único garoto que ela pensou que fosse perder para sempre.

Tenho uma maldição. Tenho um dom.

Juliette nunca se sentiu como uma garota normal. Tudo isso porque ela possui um poder, que não consegue decidir se é bem um dom ou uma maldição. O seu toque é letal. Ele tem um enorme poder destrutivo e inimaginável. Por conta disso, ela sempre foi tratada como uma aberração por todos ao seu redor, inclusive por seus pais. E, após um terrível incidente, o Restabelecimento (Governo) a leva presa.
Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do quarto escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora, mas com Adam, ela poderia saber o que se passava. Um dia, os dois são surpreendidos quando a porta da cela se abre e Juliette é retirada da sala, e logo é sugada para um novo mundo, repleto de segredos, mentiras e incertezas.

Sou um monstro. Sou sobre-humana.

Preciso dizer que terminei esse livro sem fôlego. A história, os personagens, a narrativa, o romance… Nossa! Tudo nesse livro me fez perder o ar. E é difícil a gente encontrar um livro que provoque esses efeitos no leitor, nos dias de hoje. Quando descobri que a Novo Conceito ia lançar Estilhaça-me aqui no Brasil fiquei logo animado. O livro estava cheio de bons comentários na blogosfera internacional, e, lógico, logo fiquei interessado em descobrir se era realmente tão bom assim. Vejamos, uma distopia com um misto de paranormalidade? Nada mais atrativo. Então, quando o livro chegou até mim, não me contive: comecei a ler na hora, com todas as expectativas possíveis em cima dele… E não que ele ainda conseguiu me surpreender?

Meu toque é letal. Meu toque é poder.

Definitivamente, o que mais me impressionou nesse livro foi a narrativa. Vi muita gente reclamando dela, mas eu a achei simplesmente genial! A autora escreve de uma forma absurdamente poética, dando uma cadência agradável aos pensamentos de Juliette, já que o livro é em primeira pessoa e ela é a protagonista. E não pára por aí: durante a história, podemos encontrar frases rabiscadas e certas frases repetidas, mas calma! É tudo intencional! E essa foi a grande sacada: de tanto a Juliette ficar isolada em um comodo escuro, ela começa a repetir as suas ideias para frisar o que ela pensa, e algumas frases são riscadas para mostrar quando ela refaz um pensamento. Isso deu uma dinâmica tão interessante ao livro que só faz com que o leitor se aproxime ainda mais da protagonista e do mundo no qual a história se passa.

Sou a arma deles. Lutarei contra eles.

Eu, geralmente, não falo muito sobre o romance de uma história nas resenhas, principalmente por não me importar muito quando há um romance de fato nesses livros de aventura/distopia/etc. Mas, se tem uma coisa que eu tenho que aplaudir, de verdade, é o romance em Estilhaça-me. Poucos romances são tão envolventes como o que há na obra. Ele acaba se tornando uma peça importante para o enredo quando o leitor toma conhecimento de que uma boa parte dos acontecimentos não teriam ocorrido se não fosse pelo romance entre a protagonista e o misterioso Adam. Um personagem que vale a pena ser comentado é Warner, o grande vilão. A autora conseguiu dar todas as características que um vilão tem que ter a Warner, entre elas o carisma e uma crueldade… diferente.

Porém, apesar de todo o desenvolvimento do livro ter me agradado, uma única coisa me decepcionou terrívelmente o final.
Sei que a maioria das pessoas que leram o livro adoraram o final, mas eu realmente não gostei. Não sei se gostei do final em si, ou do rumo para o qual as coisas caminharam. Talvez os dois, não sei. Por isso, o livro vai levar a nota que leva.

No mais, Estilhaça-me é uma leitura intrigante e envolvente. Recomendo para quem curte uma boa distopia com bastante críticas sociais, e até mesmo para quem curte um bom romance. Uma leitura imperdível!

Rating:

Agora, você leu a resenha e ficou querendo o livro? A Editora Novo Conceito mandou um kit Estilhaça-me (contém Um exemplar de “Estilhaça-me“, de Tahereh Mafi; Uma Bolsa de plástico com a logo do livro e um marcador) para ser sorteado aqui no blog. Tá afim de ganhar? Então, se ligue no widget aqui em baixo…

O sorteio será feito via Rafflecopter, a nova ferramenta para sorteios em blogs. Mais prática e simples, para a sua comodidade.


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Enfim, boa sorte, leitores!

ALIÁS! Pra galera de Fortal, vai ter um encontro de fãs do livro no dia 02 de Junho às 14h na Livraria Cultura da Av. Dom Luís! Eu vou estar lá, e você não pode perder! Vai ter muita discussão sobre o livro, brincadeiras e sorteio de Kit’s do livro! Não percam!

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Blogosfera Anti-Plágio

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: Especial, Sem categoria
Comentários: 1 Comentário
Postado em: 25 de abril de 2012

Então é assim: você pega aquele seu livro bacana da estante. Abre, começa a ler. Presta atenção em todos os detalhes, cola post-its, faz anotações. Pensa em como aquela frase vai fazer o maior efeito na sua resenha. “Poxa, acho que os leitores vão gostar disso”. Às vezes, você embarca na história. De outras, deixa até mesmo o seu prazer de lado para pensar em como vai apresentar sua opinião aos leitores do seu blog.
Aí você, incauto blogueiro, termina a leitura. Pega seu livro, seu caderninho de anotações, seu arquivo com notas, o que seja; e vai para a frente do computador. Passa umas boas duas horas pensando em como irá traduzir em palavras o que sentiu durante a leitura. Se não usa a sinopse oficial do livro, gasta mais duas horas escrevendo uma sinopse personalizada, tomando aquele cuidado especial para não colocar nenhum spoiler.

Então vem a fase de revisão. Você lê, relê. Muda frases de lugar, ajusta conceitos. Reformula ideias. Talvez apague tudo e recomece. Afinal, você é um blogueiro responsável. Quer que seu texto saia o melhor possível, que os leitores puxem lencinhos e se emocionem com você, ou que leiam e riam porque você também riu lendo aquele livro.
E você procura imagens. Capas de várias edições pelo mundo. Imagens em gif que traduzam seu surto ao ler aquela história. Trilhas sonoras que acompanharam sua leitura. Imagens que ilustrem o quanto você foi afetado pelo que o autor te contou naquelas páginas.

Quem sabe você não seja tão perfeccionista e só escreva seu texto, tomando o cuidado de ver se não tem nenhum errinho. Tudo bem. Deu trabalho do mesmo jeito escrever as coisas da melhor maneira que você sabia.
Tudo isso te custou tempo. Aquele espaço entre seus dois empregos. Suas horas de folga que podiam ser empregadas em outras formas de lazer. Minutos e mais minutos madrugada adentro, em que você poderia estar dormindo. O drama pode parecer exagerado, mas muitos blogueiros deixam o lazer e o sono de lado pra manter o blog!
Mas você ama ler. E ama seu blog. Ama escrever e ama o que faz  e é por isso que você está ali, persistente. Criando seu próprio conteúdo.
…Tudo isso para vir um babaca chupinhador e roubar seu trabalho suado de horas em alguns poucos segundos, postando aquilo que você deu o sangue pra criar como se fosse dele. SEM CRÉDITOS. Enganando a todos: aos leitores, que nem sempre sabem do que o kibador é capaz; às editoras e autores que inadvertidamente fecham parcerias com tais blogs… e a ele(a) mesmo(a), que anda por aí achando que ninguém percebe a grande e robusta mentira que é.

 

PLÁGIO É CRIME. É ANTIÉTICO. RESPEITE O TRABALHO DE QUEM CRIOU O CONTEÚDO. QUER MANTER UM BLOG? ESCREVA VOCÊ MESMO!

(Ou fique na sua, que é melhor pra todo mundo. E mais respeitoso também.)

Esse post é parte de uma postagem coletiva contra o plágio na blogosfera. Acesse o site “Blogosfera Anti-Plágio“, saiba mais sobre o assunto e veja quem mais apoia essa causa.

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[VÍDEO] Books That Vice: Fazendo meu filme, de Paula Pimenta

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: Books That Vice
Comentários: 3 Comentários
Postado em: 11 de abril de 2012

Série: Fazendo meu filme.
Volume: Um.
Autor: Paula Pimenta.
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788589239844
Onde Comprar: Livraria Saraiva/Submarino

Sinopse: Tudo muda na vida de Fani quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima.
“Fazendo meu filme” nos apresenta o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em um outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades.

 

Então, pessoal… Eu gravei esse vídeo há um tempo, e perdi ele no meu notebook. Mas, felizmente, o encontrei! Esta é a minha opinião sobre o livro “Fazendo meu filme”, tanto pessoal, como geral! Espero que vocês gostem!

Rating:

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Aos meus leitores, seguidores e amigos.

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: Especial
Tags:
Comentários: Sem Comentários
Postado em: 10 de abril de 2012

Por favor, você que acompanha o blog, que me seguem pelo twitter, vejam este vídeo. É o mínimo que eu devo a vocês…

Acho que é isso.

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Books That Vice + Sorteio: Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks

Você andaria várias milhas atrás do seu destino?

Título Original: The Lucky One
Autor: Nicholas Sparks
Tradução: Marsely De Marco Martins Dantas
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219138
Nº de Páginas: 349
Onde Comprar: Livraria Saraiva/Submarino/Book Depository (Em Inglês)

Sinopse: Era estranho pensar nas reviravoltas que a vida de um homem pode dar. Até um ano atrás, Thibault teria pulado de alegria diante da oportunidade de passar um fm de semana ao lado de Amy e suas amigas. Provavelmente, era exatamente isso de que precisava, mas quando elas o deixaram na entrada da cidade de Hampton, com o calor da tarde de agosto em seu ápice, ele acenou para elas, sentindo-se estranhamente aliviado. Colocar uma carapuça de normalidade havia-o deixado exausto. Depois de sair do Colorado, há cinco meses, ele não havia passado mais do que algumas horas sozinho com alguém por livre e espontânea vontade. (…) Imaginava ter caminhado mais de 30 quilômetros por dia, embora não tivesse feito um registro formal do tempo e das distâncias percorridas. Esse não era o objetivo da viagem. Imaginava que algumas pessoas acreditavam que ele viajava para esquecer as lembranças do mundo que havia deixado para trás, o que dava à viagem uma conotação poética. prazer de caminhar. Estavam todos errados. Ele gostava de caminhar e tinha um destino para chegar.

Durante a guerra no Iraque, Thibault, um fuzileiro naval americano, encontra a foto de uma mulher em um dos murais que há na concentração do exército. Desde então, ele passa a carregar a foto da mulher para todos os lugares, pois acredita que ela lhe dá sorte. Então, seu amigo lhe convence de que seu destino é encontrar a mulher que está na foto. Por isso, após o seu tempo no Iraque, Thibault sai em uma jornada, cruzando os Estados Unidos, com seu cachorro Zeus em busca da mulher que pode ser o grande amor da sua vida…

Ah, Nicholas Sparks… Amado por alguns, odiado por outros, é um dos autores mais “divisor de águas” da literatura contemporânea mundial. Particularmente, não tenho nada contra o autor, muito menos contra as suas histórias. Até tenho as minhas favoritas – Um amor para recordar, e A útima música. Suas histórias de amor podem ter alguns tons genéricos, mas ele ainda consegue causar o encantamento do leitor, seja homem, mulher, jovem ou adulto. Então, esperei por Um Homem de Sorte, pensando logo em uma boa história de amor, com aqueles conflitos usuais.

A história tem sim o mesmo tom dramático do Sparks, mas terminei a leitura com aquele sentimento de que ficou faltando algo, em muitos pontos. E realmente faltaram muitas coisas nesse livro. Senti falta de sentir o que eu senti em outros livros do autor. Inicialmente eu adorei o enredo. Tudo nele foi atrativo. A ideia de alguém cruzar um país inteiro a pé só para encontrar a mulher da sua vida é uma das mais legais que já vi para um livro romântico. Mas  é exatamente nesse ponto em que o autor falha: desenvolvimento do enredo. Temos uma premissa de que será uma história de amor avassaladora, mas tudo o que vi foi um desenvolvimento fraquíssimo em comparação a outros livros do autor.

A narrativa ainda contém as mesmas características do autor. Leve, simples, um tanto detalhista, porem sensível. Nunca se torna cansativo ler um livro do Nicholas Sparks. Os personagens foram bem caracterizados e apresentados, cada um aparecendo em um determinado momento da história, com uma boa função. Não vi nenhum vazio ou buraco deixado pelos personagens.

O grande problema desse livro foi que, quando a história começa a realmente engatar, ela acaba. A impressão que deu foi a de que o autor estava com pressa de finalizar o livro, e acabou de uma vez. O desfecho em si foi rápido demais, sem demais explicações. Fiquei decepcionado, de verdade.

Recomendo esse livro para quem procura uma leitura bem leve e descompromissada. Algo bem “Sessão da Tarde”, vamos dizer assim. Um Homem de Sorte é um livro bom, mas nada além disso.

Rating:

Mas você quer Um Homem de Sorte, não é mesmo? Então, o blog vai sortear um kit contendo 01 exemplar do livro, um porta-retrato e um marcador!

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Uma boa sorte a todos! =)

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Books That Vice: O Livro das Coisas Perdidas, de John Connolly

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: Books That Vice
Comentários: 2 Comentários
Postado em: 13 de março de 2012

E se você procurasse refúgio nos livros, e encontrasse algo além disso?

Título Original: The Book of Lost Things
Autor: John Connolly
Tradução: Cecília Prada
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528615487
Nº de Páginas: 363
Onde Comprar: Em breve… Nas melhores livrarias!

Sinopse: Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério. Um livro que virou mania quando lançado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

Cada um de nós tem a sua própria forma de lidar com a dor. Seja ela de amor, de decepção, ou de luto. Neste livro acompanhamos a história de David, um garoto de 12 anos que dedicava a maior parte de seu tempo para cuidar de sua amada e doente mãe. David acaba desenvolvendo um TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – quando passa a praticar certos rituais diários. São coisas simples, mas que ele imagina que poderá salvar sua mãe. Porém, por mais que seus esforços fossem enormes, ela acaba morrendo, e David se sente culpado, pensando que a morte dela foi causada pela falha de algum dos seus rituais.

Algum tempo depois, seu pai acaba casando-se novamente com uma mulher chamada Rose, que já está esperando um filho dele. David não gosta nem um pouco dela, mas acaba tendo que morar na casa dela, por mais que seja contra a sua vontade. Rose o instala em um quarto com vários livros, e assim, David passa a ler com ainda mais voracidade, em uma tentativa de se sentir mais próxima de sua mãe, que adorava livros e contar histórias. Mas, em uma noite sombria, ele passa a escutar a voz de sua mãe nos jardins, e, para investigar, vai até lá. De repente, David é transportado para um mundo diferente e grotesco. Tudo o que David quer é voltar para casa, mas como ele conseguir sair deste mundo tão estranho?

Em um romance que mistura realidade com fantasia, John Connolly nos contempla com um enredo rico em detalhes históricos e mistérios assombrosos. A história já se inicia em um momento doloroso da vida de David, o que já faz com que o leitor imediatamente crie um vínculo emocional com o personagem, e sinta as mesmas emoções e anseios dele. O autor faz questão deixar todas as relações emotivas explícitas no decorrer da história. O livro consegue juntar o belo com o macabro, a delicadeza com o grotesco, dando um ar sombrio e aterrorizante ao desenvolvimento, digno de filme do Tim Burton.

Gostei de uma coisa em especial nesse livro: a escrita de Connolly. Ela tem um tom arcaico, ao mesmo tempo que se mostra de uma leveza própria e atual. Ele consegue descrever um cenário complexo sem parecer algo forçado ou tornar a narrativa pesada e difícil de se acompanhar. Isso, para um livro do gênero fantástico, é um grande feito – pois geralmente eles tem uma narrativa um tanto pesada. Além do estilo único do autor, o dinamismo que ele dá a história é simplesmente fenomenal, transformando uma história com um grande potencial para ser lenta, em uma de desenvolvimento rápido e preciso.

Agora, devo dizer que fui esperando um livro com um tom mais infantil, já que é inspirado em vários contos de fadas e, como dito lá fora, “Um livro para todas as idades”. Mas o que encontrei não foi bem isso: o livro trata de temas mais adultos, contém bastante violência e cenas de horror bastante… estranhas. Estou dizendo isso apenas para alertar, se alguém decidir comprar para alguma criança, pois este certamente não é um livro infantil.

O livro das coisas perdidas é um livro diferente de tudo o que já apareceu de fantasia no mercado. A cada página, você vai ficando cada vez mais imerso nas aventuras de David em um mundo muito diferente do nosso, onde as aparências enganam. Recomendo demais a leitura! E ainda digo mais: é uma leitura obrigatória para os fãs de literatura fantástica.

Rating:

Marcado como favorito no Skoob.

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What I’ve Got #9

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: What I've Got
Comentários: 4 Comentários
Postado em: 2 de março de 2012

What I’ve Got é um quadro baseado no In my mailbox, criado pela Kristi do blog The Story Siren.

Bom, o vídeo não era para ter saído tão grande, pois tem pouco livro nele, mas saiu. Nele, além de mostrar os livros, eu falo sobre a minha primeira experiência com romance de banca. Espero que vocês gostem do vídeo!

Então, espero que tenham gostado! Não esquece de deixar seu recado nos comentários! :)

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Dominação Distópica: Leve pra casa a coleção Battle Royale completa!

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: Promoções
Tags: Sem Tags
Comentários: Sem Comentários
Postado em: 1 de março de 2012

ESSE É UM ANÚNCIO OFICIAL DO CAPITOL

Dominação DistópicaBem-vindos, Tributos!
Como o Capitol é legal, eles vão sortear para vocês a coleção completa de Battle Royale. Isso mesmo: completa. Para um tributo. Um ÚNICO tributo. E o Capitol é legal? Que nada! Legal é nosso patrocinador, a Editora Conrad. Eles, do Capitol, não são legais e não vão facilitar a vida de vocês. Não mesmo!

Este sorteio estará espalhado pelos outros 11 Distritos + o Capitol e aqui, no Distrito 3. Vocês podem participar em qualquer um dos Distritos, no Capitol ou aqui. Mas… as regras são duras. Como a vida. Sim, eles foram cruéis nesse. Mas vejam só por que vale a pena:

Battle Royale

Kit Battle Royale – Completo (Clique para ampliar)
Este kit contém os 15 volumes de Battle Royale

A história
Uma ilha deserta, um grupo de adolescentes, um programa do governo japonês, um único objetivo: matar uns aos outros até que sobreviva apenas um dos adolescentes.

Todos os liceus japoneses participam desse mortal e secreto sorteio promovido pelo governo. Cada garoto recebe um artefato aleatório que pode ajudá-lo na carnificina: uma pistola, uma foice, um colete à prova de balas, um radar ou mesmo uma tampa de panela. Não há chance de fuga, e se depois de determinado tempo houver mais de um sobrevivente, todos são mortos.

As regras são simples: apenas um pode sobreviver; todos os estudantes têm uma ração de comida, uma arma e um mapa da ilha; todos os estudantes usarão um colar explosivo que irá monitorá-los pela ilha; todos os estudantes são livres para se movimentarem pela ilha, exceto nas “zonas de risco”, que podem mudar de lugar regularmente; se existir mais de um sobrevivente até o fim da partida, todos os colares explosivos serão acionados e explodirão.

Os conflitos em Battle Royale não se resumem às batalhas e assassinatos, mas também a questões afetivas e éticas – namorado contra namorada, amigo de infância contra amigo de infância, e a pergunta mais necessária: quão longe você iria para garantir a própria vida?

Tanto a versão em mangá como a versão cinematográfica de Battle Royale foram extremamente polêmicas no Japão por sua violência explícita. Mas BR é mais que isso: uma história sobre dúvidas e certezas, onde as escolhas estão além do bem ou do mal.

“Extraordinário e ultrajante”
The Guardian

“Definitivamente o mangá mais extremo e controverso”
BBC

Fonte

… Se eles se matam entre si, por que vocês não podem se matar realizar umas tarefas simplesinhas impossíveis bem difíceis complicadas várias etapas para fazerem por merecer a coleção completa, não é?

Mas vale lembrar: por se tratar de uma história com teor adulto, apenas maiores de 18 anos podem participar. O tributo vencedor terá de enviar cópia do RG como prova. Os 12 Distritos da Dominação Distópica não podem participar deste sorteio.


a Rafflecopter giveaway

Viram só como demos muitas chances de vocês levarem esse super prêmio pra casa? E que vença o melhor! {Ou aquele que o Rafflecopter julgar ser o melhor, porque ele é o gamemaker jurado a ferramenta usada para este Jogo Sorteio.}

E que a sorte esteja sempre a seu favor!

Feliz Battle Royale!

Apoio:

Conrad Editora

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Teaser da Dominação Distópica + Sorteio de “Jogos Vorazes”!

Postado por Mateus Bandeira
Categorias: Especial, Sem categoria
Comentários: 38 Comentários
Postado em: 28 de fevereiro de 2012

Desde o dia 17 de janeiro a Ana Death “Catnip” Duarte, lá do iCultGen teve uma grande idéia e convocou alguns blogs distritos para montar essa grande ação, ou seria uma revolução? Os centros de inteligência de cada blog distrito estão reunindo algumas informações e em breve teremos mais detalhes. Um deles será o Capitol e ele, incluindo os demais 12 blogs distritos trarão um monte de jogos sorteios para seus participantes. Você tem o necessário para sobreviver à Dominação Distópica?

Para triunfar e conseguir muitos adeptos, teremos regras bem simples e que tornarão sua participação seu alistamento bem divertido e desafiador.

O “Our Vices”, a partir de agora, será o Distrito 3. E estamos armados cheios de prêmios para dar início aos Jogos Vorazes à Dominação Distópica.

Mais informações, apenas quando o primeiro post com todas as regras forem ao ar no blog Capitol.

Portanto, para inaugurar esse evento e preparar nossos participantes para a Dominação Distópica, iremos sortear um exemplar de Jogos Vorazes, de Suzanne Collins!

Katniss escuta os tiros de canhão enquanto raspa o sangue do garoto do distrito 9. Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?…
Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

Mas peraí! O que esse livro tem a ver com distopia? Antes de tudo, vamos saber o que é distopia, certo?

Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma “utopia negativa”. As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para obem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações.

Fonte: Wikipédia.

E isso é o que ocorre na trama da trilogia de Jogos Vorazes! O governo opressor (Capitol) cria uma espécie de Jogos, onde um garoto e uma garota com idade entre 12 e 18 anos de cada distrito batalham até a morte em uma grande arena. A ideia é que, com os Jogos, a Capitol exercesse mais poder e opressão sobre os distritos, para mostrar como ela é mais forte que todos eles. E todos acabam aceitando isso de boca fechada. E Katniss, a protagonista de Jogos Vorazes, mostrará que não está disposta a entrar no jogo da Capitol e aceitar suas ordens quieta.

Vocês podem se inscrever como tributos participantes, mas além dele, há muitas tarefas que vocês poderão fazer para disputar outros prêmios e que serão revelados em breve.

Já conhecem o Rafflecopter? Ele será nossa arena para as comemorações e para os jogos sorteios. Os tributos poderão descansar até os jogos propriamente ditos e começarem a aproveitar. Vamos participar?


a Rafflecopter giveaway

Qualquer dúvida de como usar o Rafflecopter, veja esse artigo aqui. Lembrando que você não tem que fazer um cadastro, nem ter Facebook para participar.

PS: Os demais blogs distritos podem participar, apenas nós que não.

Acompanhe os teasers dos outros blogs distritos:
Capitol – Distrito 1 – Distrito 2 – Distrito 3 (Você está nele!) – Distrito 4  –  Distrito 5 – Distrito 6 – Distrito 7 – Distrito 8 – Distrito 9 – Distrito 10 – Distrito 11 – Distrito 12

*** A Dominação Distópica foi criada por Ana “Catnip” (conhecida como Ana Death Duarte) do blog@icultgen e a segunda em comando é a Bell do @nemumpoucoepico ***

Texto da promo:
Alonso Lizzard – que na dominação distópica será Mr. Ious (e colaboração de Ana Death Duarte)
Edição de imagens e imagens p/ a promo: Alonso Lizzard.
Adaptação para o teaser feito por: Matt Mellark (Eu!)

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